Fundação Araucária participa do Smart City Expo World Congress 2026 e conhece experiências de inovação urbana na Espanha 06/11/2026 - 19:12
A coordenadora de Ciência e Academia da Fundação Araucária, Fátima Padoan, participou do Smart City Expo World Congress 2026, realizado em Barcelona, na Espanha, e encerrado nesta quinta-feira (5). O evento reuniu representantes de diversos países para discutir cidades inteligentes, sustentabilidade, mobilidade, inteligência artificial e qualidade de vida.
A comitiva paranaense também contou com Ivan Vicentin, coordenador de Políticas Públicas e Estratégias de Ciência e Tecnologia, e Marcelo Rodrigues, assessor de Ciência e Tecnologia, ambos da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), além de Luciane Pimentel, professora da pós-graduação em Cidades Inteligentes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). O grupo também conheceu experiências internacionais de integração entre universidades, centros de pesquisa, empresas e poder público.
Para a coordenadora, Fátima Padoan, o congresso evidenciou a importância da ciência na construção de soluções para os desafios urbanos. “O que mais me chama a atenção é a importância da integração entre o poder público, as universidades, os centros de pesquisa e as empresas. Fica muito evidente que a ciência e a produção do conhecimento têm um papel fundamental nesse processo”, destacou.
A programação também incluiu duas visitas técnicas. Na quarta-feira (4), o grupo conheceu o BlueTechPort, no Porto de Barcelona, ambiente de inovação voltado à economia azul, que aproxima startups, pesquisadores, empresas e investidores para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis relacionadas às atividades marítimas.
Na quinta-feira (5), a visita foi ao Distrito de Inovação 22@Barcelona, antiga região industrial transformada em um polo de inovação, pesquisa e desenvolvimento econômico. A agenda incluiu ainda o Edifício MediaTIC, integrante desse ecossistema.
Segundo Fátima Padoan, as experiências demonstram como a articulação entre diferentes instituições pode contribuir para o desenvolvimento regional e oferecem referências para o fortalecimento da ciência e da inovação no Paraná.
“Não basta falar em inovação ou em cidades inteligentes. É preciso investir em pessoas, em pesquisa, em formação e, principalmente, criar condições para que o conhecimento produzido nas universidades possa contribuir efetivamente para o desenvolvimento”, ressaltou.
A participação no congresso também proporcionou a oportunidade de conhecer modelos internacionais de inovação e refletir sobre novas formas de aproximar a pesquisa científica das necessidades da sociedade.
“Volto dessas experiências com a percepção ainda mais forte de que a ciência precisa estar cada vez mais próxima das decisões que envolvem o desenvolvimento das cidades e a melhoria da vida das pessoas”, concluiu.












