Centelha III entra na reta final de inscrições com foco em replicar o sucesso de startups beneficiadas 08/06/2026 - 19:43
O prazo para transformar uma ideia inovadora em um negócio de base tecnológica está chegando ao fim. Empreendedores, estudantes e pesquisadores têm até o dia 22 de junho para submeter seus projetos na terceira edição do Programa Centelha. Executado pela Fundação Araucária, a iniciativa conta com um investimento global de R$ 4,6 milhões para subsidiar até 48 empresas inovadoras no Estado.
O balanço parcial das inscrições no edital aponta um cenário de forte mobilização por parte da comunidade acadêmica e do setor empresarial. Até o momento, o sistema oficial do Programa já contabiliza 199 ideias iniciadas na plataforma, das quais 91 propostas foram oficialmente submetidas.
Dentro das temáticas que mais receberam inscrições está o segmento de inteligência artificial e machine learning, concentrando 43,1% do total das intenções registradas. O setor de automação aparece na sequência, respondendo por 9,2% das propostas, enquanto os segmentos de internet das coisas e de TI e telecomunicações dividem o interesse dos participantes com 6,2% das inscrições cada um. As três regiões que mais submeteram ideias no edital foram: a Metropolitana de Curitiba com 27 ideias, a Norte Central com 16 ideias e a Oeste com ideias.
“Ver a Inteligência Artificial no topo das intenções confirma que os novos empreendedores estão conectados com as tendências globais do mercado. O papel do Centelha é o de também oferecer a base necessária para que essas ideias se transformem em negócios sustentáveis e de forte impacto econômico para o Paraná”, ressaltou o diretor de Ciência, Tecnologia e de Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.
Recursos Aplicados
O impacto real do Programa pode ser medido por negócios estruturados em edições anteriores. Startups que receberam o fomento inicial do Centelha, como a HYPH Proteínas Alternativas, que conseguiu validar seus protótipos de laboratório, registrar patentes e escalar comercialmente no mercado nacional.
“Nós partimos da ideia de desenvolver proteínas à base de micélio para substituir dietas alimentares e, principalmente, atender ao público vegano e flexitariano, que possui uma demanda muito alta por um perfil completo de aminoácidos. O recurso do Centelha permitiu que construíssemos e equipássemos o nosso primeiro laboratório, adquirindo diversos equipamentos — desde autoclave até estufa BOD para o cultivo e análise completa de fungos. Portanto, foi um investimento essencial para o nascimento da empresa. Agora, com o espaço devidamente equipado, podemos prosseguir com estratégias mais ousadas e ambiciosas para viabilizar projetos técnicos maiores”, informou o proprietário da HYPH,Matheus Martines.
Perfil dos candidatos ao Centelha III
O perfil dos proponentes do Centelha III revela uma composição heterogênea em relação à origem institucional e ao nível de escolaridade dos participantes. A maioria das propostas, representando 83,1% do montante, provém de outros segmentos da sociedade civil não vinculados diretamente a grandes organizações.
A administração pública responde por 9,2% das iniciativas, enquanto empresas já constituídas que buscam desenvolver novos produtos ou processos somam 7,7%. No quesito acadêmico, o edital atrai mão de obra altamente qualificada, uma vez que 43,1% dos líderes de projetos possuem nível de graduação e 39,2% são oriundos da pós-graduação, englobando mestres e doutores. O público com formação de ensino médio ou técnico também marca presença relevante, correspondendo a 17,6% dos inscritos.
Dúvidas Frequentes
Uma das principais orientações diz respeito à forma de envio dos projetos, que neste primeiro momento deve ser realizada obrigatoriamente sob o CPF da pessoa física responsável pela ideia. Os candidatos também precisam ficar atentos à transição entre as etapas: embora na primeira fase seja permitido que um mesmo proponente submeta múltiplas propostas, a regra torna-se rigorosa na segunda fase, quando passa a ser terminantemente proibido que uma mesma pessoa integre mais de um projeto, sendo permitida apenas uma única participação por indivíduo.
Outro ponto que frequentemente gera dúvidas entre os empreendedores é a distinção financeira entre a subvenção econômica e as bolsas de incentivo. O valor principal da subvenção, fixado em R$ 96 mil por projeto aprovado, é de uso restrito para o custeio de despesas operacionais da empresa, como compra de materiais e contratação de serviços essenciais. As bolsas, por outro lado, constituem um recurso adicional repassado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), que serve exclusivamente para o pagamento dos pesquisadores e não interfere na previsão orçamentária ou no limite de gastos da subvenção. Esses auxílios podem contemplar profissionais que possuam desde o nível médio de formação até o estágio de pós-doutorado, sendo que a indicação oficial dos nomes dos bolsistas deve ser formalizada logo no início da contratação da empresa.
O Centelha é executado pela Araucária e promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e a Fundação CERTI. No Paraná, a iniciativa também conta com o apoio das Secretarias da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Inovação e Inteligência Artificial.
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Para mais informações sobre o edital e orientações diversas sobre o Programa, acesse: https://www.fappr.pr.gov.br/Pagina/Programa-Centelha .
Fotos: Divulgação.








