Araucária conecta inovação e agronegócio na Missão Internacional BRAVI 2026 na Itália 04/11/2026 - 08:37
Iniciada na última segunda-feira (02), em Roma, a missão BRAVI 2026 – Brazilian Agrifoodtechs Innovation in Italy busca construir pontes sólidas entre o ecossistema de inovação brasileiro e as principais instituições de pesquisa e agroindústria da Itália. A Araucária é integrante da delegação que está participando da missão e está sendo representada pelo responsável pelo setor de inovação, Luis Brandt, e pelo analista de políticas públicas em inovação, Deyvid Anjos.
A BRAVI 2026 é promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), operacionalizada pelo FindesLab, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). A missão conta com apoio institucional do Programa de Diplomacia da Inovação (PDI) do Ministério das Relações Exteriores, da Embaixada do Brasil em Roma, do Sebrae ES e da Promo Brasile Itália.
A participação na missão BRAVI 2026 é fundamental para a Fundação Araucária, tendo em vista que ela tem sido reconhecida nacionalmente como uma instituição indutora de política pública estratégica para o Paraná. Esta experiência internacional visa a promoção e a criação de novas conexões com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação - ICTs, universidades, startups, entre outras entidades italianas, que irão beneficiar diretamente o ecossistema local do Paraná.
O aprendizado com a Itália traz um rico conhecimento estratégico, já que o país ocupa o posto de 2º maior em produção agrícola da Europa. Em contrapartida, o Brasil tem a oportunidade de fomentar o mercado italiano com soluções tecnológicas inovadoras, gerando um ciclo que beneficia a todos os envolvidos, como instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação - CT&I, startups e empresas ricas em soluções para o agro. No fim, esta troca de experiências projeta a promoção de negócios e novas oportunidades de geração de emprego, renda e bem-estar social para os dois países e, consequentemente, para o território paranaense.
De acordo com Luis Brandt, a agenda cumpre um papel duplo de imersão cultural e conexão institucional. “Estamos representando a Araucária e em especial, a diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Instituição, com o objetivo de levar oportunidades de imersão na cultura de um país estrangeiro bem como de implementação da agenda de internacionalização na área de inovação, visando oportunizar no futuro próximo agendas de softlanding tanto às startups bem como ao ecossistema de Inovação do Paraná”, destacou.
Os programas de softlanding funcionam como serviços de assessoria e suporte estruturado para ajudar startups e empresas a se estabelecerem e operarem de forma segura em novos mercados internacionais.“Esta agenda também traz a possibilidade de uma conexão com as atividades já desempenhadas em outros Estados do Brasil, como o Espírito Santo, por meio da Fapes. A partir das experiências podemos alinhar como levar não só novas ideias mas também novas formas de colaboração e de fomento ao ecossistema do Paraná, oportunizando inclusive futuras agendas de colaboração estadual entre os entes da federação”, concluiu Brandt.
Essa união de esforços consolida um arranjo iniciado anteriormente. Em março deste ano, um memorando de entendimento firmado entre a Fundação Araucária e a Fapes já havia viabilizado a edição nacional da missão Brazilian Impact Techs in Spain (BitS), em Curitiba.Para o analista de políticas públicas para a inovação da Fundação Araucária, Deyvid Anjos, o BRAVI 2026 coroa esse esforço contínuo. “Tem sido uma troca incrível para nós conhecermos melhor as instituições italianas e capixabas e também para levar muito ensinamento para nós mesmos e desenvolver políticas semelhantes e complementares a essa”, afirmou.
Conexões globais e alinhamento diplomático em Roma
A abertura oficial da missão ocorreu com um evento de kick-off na Embaixada do Brasil em Roma, reunindo representantes governamentais, parceiros da comitiva e lideranças italianas de ciência e tecnologia. O encontro, apoiado pelo Programa Diplomacia da Inovação (PDI) do Ministério das Relações Exteriores, demonstrou o forte alinhamento diplomático para abrir portas comerciais e acadêmicas.“Evento com a sala cheia e expectativa de que se firmem novas parcerias entre startups, instituições de pesquisa e ensino do Brasil e da Itália”, avaliou o ministro-conselheiro da Embaixada, Marcelo Böhlke.
O diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão Andreão, reforçou que a forte mobilização da Embaixada sinaliza que o ambiente europeu está pronto para receber a tecnologia brasileira e avançar em cooperações científicas. Alessandro Gargano, da Promo Brasile Italia — associação sem fins lucrativos que opera a missão dando apoio técnico —, também celebrou o networking gerado logo no primeiro dia: “Acreditamos que as empresas brasileiras possam ter bons frutos, bons negócios”.
Até o dia 11, a comitiva cumpre uma intensa agenda por polos industriais e científicos italianos, que além de Roma e Rimini, inclui passagens por Bolonha e Milão. Um dos grandes interesses para o Brasil é o intercâmbio com o Consiglio Nazionale delle Ricerche (CNR), o Conselho Nacional de Pesquisas da Itália.O diretor do Departamento de Ciências Bioagroalimentares do CNR, Silvano Fares, apontou que os dois países enfrentam gargalos agrícolas idênticos na atualidade. “É desejável que nos próximos anos possamos desenvolver projetos bilaterais de pesquisa, tanto de pesquisa fundamental quanto de pesquisa voltada ao desenvolvimento da cadeia agroalimentar”, destacou Fares, citando os desafios impostos pelas mudanças climáticas e a urgência na seleção das melhores variedades de cultivos.
A comitiva conta com a força técnica de nove agrifoodtechs — startups focadas em soluções tecnológicas para o campo e para a cadeia de alimentos. O Espírito Santo lidera a delegação empresarial com seis representantes: BagLog, Farmly, GreenWay, SymbioTech e Vent (subsidiadas pelo edital BRAVI da Fapes), além da CertifiCafé (que ocupa vaga nacional com subsídio do Edital Nova Economia Capixaba).
A atuação dessas empresas ilustra o nível de maturidade tecnológica que a parceria entre os estados busca fomentar. A cooperação é acompanhada de perto pelo FindesLab, hub de inovação da indústria capixaba, que coordenou o chamamento público. “Nós acreditamos que ter fornecedores competentes para a indústria é o primeiro caminho para aumentar a nossa competitividade”, pontuou Iomar Cunha dos Santos, assessor de Relações Institucionais e Empresariais do hub.
A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo (Seag) atua no alinhamento estratégico das demandas de mercado. “A ideia é que a gente não só mostre quais são as soluções tecnológicas que o Espírito Santo tem no campo, mas também entenda e aprenda o que as soluções tecnológicas da Itália têm a nos oferecer”, explicou o gerente de Planejo Rural da Seag, Guilhermo Recla.
Economia Verde: Imersão na Ecomondo em Rimini
Dando sequência às atividades da missão internacional, a delegação cumpriu nesta terça-feira (03) o seu segundo dia de agenda com a abertura da Ecomondo, realizada no Rimini Expo Centre (Rimini Fiera), em Rimini. Todas as agrifoodtechs da comitiva participaram da cerimônia oficial de abertura pela manhã e, logo em seguida, iniciaram rodadas de networking e reuniões B2B (business-to-business / empresa para empresa) focadas em prospectar negócios e parcerias comerciais.
A Ecomondo é consagrada como o principal evento internacional dedicado à economia verde, circular e regenerativa na Europa. Servindo como feira e congresso de referência global para tecnologias industriais, transição ecológica e inovação sustentável, o evento chega à sua 29ª edição reunindo mais de 1.800 marcas expositoras distribuídas por dezenas de pavilhões. A imersão na feira abre um canal estratégico direto para que o ecossistema do Paraná absorva o que há de mais avançado em sustentabilidade aplicada ao agronegócio.
Fonte: Assessorias de Comunicação da Fapes e da Fundação Araucária.
Fotos: Fapes.








