18 NAPIs encerram as exposições nos estandes do último dia da Semana Araucária 12/03/2026 - 18:14

No último dia de estandes da Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação, 18 Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) apresentaram ao público algumas das tecnologias e resultados desenvolvidos. Entre os destaques, projetos mostraram desde soluções para a agricultura e saúde até novas ferramentas de monitoramento ambiental e inovação tecnológica.

Entre as iniciativas com demonstrações práticas, o NAPI Rede Agrobioalimentar apresentou um protótipo de “nariz eletrônico”, equipamento capaz de identificar odores de substâncias e microrganismos. A tecnologia pode ser aplicada para detectar fungos em alimentos, avaliar a qualidade de frutas e até auxiliar no diagnóstico de doenças por meio da análise do hálito. 

Outro projeto com forte impacto social foi apresentado pelo NAPI Tecnologia Assistiva, que desenvolve próteses personalizadas de orelha, nariz e mãos para pacientes mutilados, em parceria com hospitais de reabilitação. A produção utiliza modelagem e bibliotecas anatômicas para reconstruir estruturas de forma mais rápida e acessível.

Já o NAPI Águas marcou o evento com o lançamento de uma plataforma digital que reúne indicadores de vulnerabilidade climática no Paraná. A ferramenta permite visualizar dados por município ou bacia hidrográfica, apoiando pesquisas e decisões em áreas como saúde urbana, ecossistemas e infraestrutura.

Também chamaram atenção iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao meio ambiente. O NAPI Abelhas apresentou pesquisas sobre os efeitos de agrotóxicos nos polinizadores e tecnologias para reduzir a mortalidade de abelhas durante o transporte, enquanto o NAPI Solar mostrou os resultados de um estudo que avalia a qualidade das instalações fotovoltaicas em propriedades rurais do estado.

Na área biomédica, o NAPI Cannabis exibiu estudos sobre o uso medicinal da planta no tratamento de doenças como Parkinson e Alzheimer, e o NAPI Neurociências apresentou peças anatômicas e lâminas microscópicas utilizadas em pesquisas sobre o funcionamento do cérebro.

No campo da biotecnologia, o NAPI Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia destacou pesquisas que utilizam microrganismos e recursos genéticos do Paraná para desenvolver soluções sustentáveis. Entre as aplicações estão insumos para proteção de plantas contra estresses ambientais e materiais biodegradáveis que podem substituir plásticos em embalagens e viveiros de mudas.

O NAPI Biodiversidade: RESTORE apresentou iniciativas voltadas à recuperação ambiental, com mudas de espécies nativas da Mata Atlântica e tecnologias para aumentar a resistência das plantas à seca. O projeto também desenvolve biomateriais e nanopartículas capazes de favorecer o crescimento das mudas utilizadas em programas de reflorestamento. O NAPI Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos apresentou atividades voltadas ao estudo de organismos aquáticos e à educação científica, com modelos e materiais didáticos utilizados em ações de divulgação em escolas.

Já o NAPI Agritech Symbiosis mostrou pesquisas relacionadas ao aproveitamento de resíduos agroindustriais. Entre as tecnologias apresentadas estavam a produção de biochar a partir de resíduos orgânicos e o desenvolvimento de vidros bioativos com potencial de uso no controle de patógenos em ambientes agrícolas.

O NAPI Taxonline exibiu parte de suas coleções biológicas, incluindo materiais zoológicos, botânicos e microbiológicos, e publicações produzidas pela rede de pesquisadores que trabalham na catalogação e no estudo da diversidade biológica.

Também participaram do evento o NAPI Genômica, com pesquisas sobre genética e epigenética de populações humanas, e o NAPI Proteínas Alternativas, que investiga novas formas de produção de alimentos a partir de células cultivadas em laboratório.

Ainda na área da saúde, o NAPI Proteômica destacou a aquisição de um espectrômetro de massas de última geração, que deverá ser o primeiro do tipo na América Latina. O equipamento permitirá ampliar pesquisas sobre biomarcadores e diagnósticos de doenças, além de fortalecer a formação de especialistas e a cooperação científica internacional. O NAPI Saúde Pública de Precisão apresentou tecnologias de sequenciamento genético capazes de acelerar a análise de amostras e apoiar estudos sobre agentes infecciosos.

O NAPI Manna levou demonstrações de projetos ligados à internet das coisas, inteligência artificial e uso educacional de tecnologias digitais, incluindo jogos interativos que convidam o público a identificar imagens geradas por inteligência artificial.

Também integraram a programação o NAPI Alimentos Saudáveis, com pesquisas sobre qualidade e inovação na produção de alimentos, e o projeto do Biopark voltado ao fortalecimento da cadeia leiteira do Oeste do Paraná, que desenvolve tecnologias e capacitações para pequenos e médios produtores, incluindo a produção de queijos finos.

Com o encerramento das exposições, iniciadas na tarde do dia 10, terça-feira, a Semana Araucária reforçou o papel dos NAPIs na articulação entre universidades, institutos de pesquisa e setor produtivo, mostrando como a ciência desenvolvida no Paraná tem gerado soluções inovadoras para diferentes áreas da sociedade.

 

Fonte: Guilherme de Souza Oliveira - NAPI Paraná Faz Ciência.

Fotos: Guilherme de Souza Oliveira - NAPI Paraná Faz Ciência.

 

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