Araucária lança NAPI – Aeronaves de Pequeno Porte com o objetivo de instituir uma cooperação técnico - científica
31/03/2021 - 00:11

A Fundação Araucária realizou nesta segunda-feira (29), a cerimônia online de lançamento do NAPI – Aeronaves de Pequeno Porte. Esse NAPI é uma parceria com o Parque Tecnológico Itaipu, com as Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e  com a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).  O objetivo é de instituir uma cooperação técnico-científica que promova a constituição de programas, projetos e atividades no campo da pesquisa, ensino, produção e inovação.

As aeronaves de pequeno porte no Brasil representam mais de 90% da frota aérea civil do país, e são responsáveis por milhares de empregos e pela geração de uma receita bastante expressiva. “Desta forma, as pesquisas neste segmento irão envolver o capital intelectual e social presentes nas Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação, principalmente representadas pelas sete Universidades Estaduais, quatro Federais e um Instituto Federal, além de várias outras Instituições de natureza privada”, afirmou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

No Paraná mais de 460 doutores produziram trabalhos em Aeronáutica. Portanto, tendo em vista o qualificado e maduro ecossistema de inovação existente no território Oeste do Estado que conjuga atores e ativos que favorecem a presente parceria, envolve ação conjunta e diferenciada da Academia, Governo, Empresas e Sociedade Civil Organizada (hélice quádrupla). Esse ecossistema também ressalta a importância de se preservar a história e a tecnologia aeronáutica paranaenses, a transferência e aquisição de novos conhecimentos, com o objetivo de forjar o futuro da pesquisa e do desenvolvimento, contribuindo para o progresso.

“O NAPI Aeronaves de Pequeno Porte funcionará como resgate de uma competência única nacional ligada à engenharia de aeronaves com elevado potencial de adensamento de uma cadeia atualmente frágil. Com isso, enseja o reposicionamento do Estado em uma cadeia internacional, ampliando a competitividade do Paraná e gerando riqueza e bem-estar. Neste primeiro momento do NAPI serão priorizadas ações voltadas ao agronegócio”, destacou o diretor científico, tecnológico e de inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

A IPE e o IPETEC

Neste cenário destaca-se um legado no Estado. A partir de 1960, a IPE, uma empresa genuinamente paranaense, iniciou suas atividades com foco em manutenção e reparos de aeronaves leves, para atender as demandas do Aeroclube do Paraná. Desde então, veio evoluindo nas suas empreitadas até que em 1970 - com o projeto do planador QUERO QUERO – no qual foram construídas 155 unidades, ampliou a sua atuação, passando a servir todos os aeroclubes do Brasil.

Com tal produção, iniciou-se o surgimento de uma demanda específica para planadores de instrução , o que foi atendido pela IPE com o planador NHAPECAN, cujo nome indígena representa a harpia, ave que ilustra o escudo do Paraná. Nos anos 90, a IPE, inicia sua atuação na construção de aeronaves a motor,desenvolvendo o projeto Guará como aeronave de instrução e já no início do século XXI deu o start ao projeto do avião agrícola CURIANGO.

Com isso, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPETEC surgiu a partir dos estudos desenvolvidos pelo IPE Aeronaves, com o objetivo principal de formar capital humano e desenvolvimento tecnológico com outras instituições, atuando fortemente no ecossistema de inovação do Paraná.

“Com o NAPI poderá ser realizada a identificação dos problemas com maior atenção e energia na solução, terá agilidade no processo de desenvolvimento de projetos e na formação do capital intelectual, capacidade de atrair investidores e novos parceiros, o desenvolvimento e aperfeiçoamento de projetos estratégicos ligados a integridade e soberania nacional e também a criação de riqueza e bem-estar com retorno financeiro e econômico para as instituições parceiras com geração de resultados”, ressaltou o proprietário da empresa Ipe Aeronaves  e idealizador do IPETEC - João Carlos Boscardin Filho.

Recursos  

A Fundação Araucária irá  fornecer bolsas de pesquisa para o projeto e apoio em conexões com capital intelectual. O IPETEC, por sua vez, entra com a expertise,equipamentos necessários e a conexão estratégica com setores de aviação e agricultura, além de possibilidade de investimento parcial em infraestrutura, RH e materiais/insumos.  O ambiente do PTI será o núcleo de desenvolvimento tecnológico junto às Instituições de Ensino Superior, com capacidade institucional para projetos inovadores e de grande impacto socioeconômico, incluindo a conexão com a academia e o mercado.

O NAPI

Os próximos passos  do projeto são: assinar Protocolo de Intenções (MoU) sem recursos envolvidos; Descrever business plan resumido e recursos necessários totais ao projeto;Mapear oportunidades de captação e financiamento para a viabilização do projeto e oportunidades complementares (desenvolvimento de novas tecnologias, patentes e transferência tecnológica),para definir estratégia de atuação da FPTI BR.

“É uma satisfação para o PTI estabelecer parceria no NAPI de aeronaves de pequeno porte, pois vem de encontro com a missão da instituição, que é de gerir um ecossistema de inovação e a partir daí desenvolver ciência, tecnologia e negócio”, disse o diretor superintendente do Parque Tecnológico Itaipu – General Eduardo Castanheira Garrido Alves.

O evento também contou com a participação dos reitores da Unioeste - Alexandre Webber e da Unila - Gleisson A. Pereira de Brito, além das pró-reitoras de cultura e extensão e pesquisa e pós-graduação das instituições, e também do Diretor de Inovação e Negócios do PTI - Rodrigo Régis de Almeida Galvão e professores da área das engenharias.

“É sempre uma grande honra participar dos lançamentos dos NAPIs. A nossa percepção é que  hoje nós temos no Estado uma sintonia que é única, entre o Governo do Paraná, a Fundação Araucária, a Superintendência da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior , as universidades estaduais e federais, e o PTI, que representa as mais variadas instituições  que investem na inovação e que são parceiras nesse trabalho”, salientou o Reitor Gleisson.

O Reitor Alexandre Webber comentou também que tem muito orgulho da Unioeste ser parceira das iniciativas aplicadas pelo PTI. “Trabalhar em conjunto tem feito com que obtivéssemos vários resultados benéficos em nossas universidades, e é por meio de NAPIs  como esse que está sendo lançado hoje, que essas iniciativas vêm sendo incorporadas”.

A Fundação Araucária fomenta o interesse recíproco em estabelecer e desenvolver relações de cooperação institucional, por meio da colaboração acadêmica, científica e cultural em programas ou projetos de mútuo interesse nas áreas de pesquisa e inovação, atuando para consolidar as metas e objetivos do PARANÁ INOVADOR. “O Governo  trabalha com a articulação dos ativos tecnológicos, em apoio ao desenvolvimento de uma cadeia produtiva extremamente importante para o avanço desta área dentro do Paraná”, enfatizou o superintendente da ciência, tecnologia e ensino superior, Aldo Bona.

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