Fundação Araucária

03/05/2019

Fundação Araucária e APCBRH costuram parceria tecnológica

Uma parceria para criar um Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI)  para o Estado na cadeia produtiva do leite. Esse foi o tema central do encontro entre o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcio Spinosa e o gerente de projetos da Fundação Araucária Nilceu Jacob com o superintendente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, Altair Antônio Valloto, na última terça-feira (30) na sede da instituição.

Esta visita é resultado da reunião realizada no mês passado com o  Professor Ramiro Wahrhaftig presidente da  Fundação Araucária,  naquele momento os diretores da APCBRH, João Guilherme Brenner e Ronei Volpi, apresentaram  um raio “X” do setor de leite e os principais gargalos. “Atualmente nossa maior necessidade é o melhoramento genético do plantel em larga escala com custos reduzidos, que somado a assistência técnica e a capacitação do produtor irão melhorar os índices de produtividade, e consequentemente, a renda do produtor e do Estado com a exportação desta genética superior”.

“O papel da Araucária é encurtar o trajeto da inovação tecnológica com setores que são chave para a economia do Paraná. Como é o caso da cadeia produtiva do leite, que agrega renda aos pequenos produtores. A parceria entre Fundação e a APCBRH vai alavancar a produção de leite em nosso estado agregando mais tecnologia na área da genética. O resultado final são maiores padrões de qualidade com elevação da renda e promoção social”, avalia Spinosa.

Ele visitou o Laboratório de Controle da Qualidade pelo Programa de Análise de Rebanhos Leiteiros do Paraná (PARLEITE), um convênio da APCBRH e Universidade Federal do Paraná (UFPR), que tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em 2018 o laboratório realizou 2.821.332 de análises de leite individuais.

Essa ferramenta permite que o produtor de leite obtenha dados referentes à saúde da glândula mamária das vacas, a produção total do rebanho, a composição e qualidade do leite de cada vaca do plantel. Informações que são utilizadas pelo produtor na gestão e a avaliação individual dos animais e do rebanho, através de indicadores de produção, qualidade do leite, reprodução e manejo nutricional. Atualmente o laboratório monitora 450 rebanhos com o serviço de Controle Leiteiro e 1.100 rebanhos em relação à Gestão da Qualidade.

A Fundação Araucária tem uma grande capacidade de mobilização de pesquisadores no estado, explicou o gerente de projetos, Nilceu Jacob. “Podemos identificar esses profissionais que atuam na cadeia de leite e trazê-los para as demandas reais. Nossa busca é investir recursos públicos que tragam resultados eficientes para a população. Com essa cooperação técnica que está sendo alinhavada ganham os produtores de leite e a população”.

 

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