Fundação Araucária

18/10/2017

Primeira edição do Programa Tecnova - PR é finalizada com 18 patentes

A primeira edição do Programa Tecnova – PR encerrou suas atividades nesta quarta-feira (18), no Campus da Indústria – FIEP. Autoridades federais, estaduais,  parceiros envolvidos e  empresários participaram da solenidade de abertura. Durante toda a tarde, as pessoas puderam conhecer os produtos de algumas empresas que participaram e receberam recursos do programa.

“A inovação pode ser definida como toda e qualquer ação ou iniciativa que traga benefícios à população como um todo. Os países que possuem a sensibilidade de investir na ciência, tecnologia e inovação conseguem reverter todo o investimento em melhorias para os setores da saúde, moradia, transporte e educação. É por esse motivo que temos orgulho em apoiar programas com esses mesmos objetivos, como o Tecnova”, destacou o presidente da Fundação Araucária, Paulo Brofman.

O Tecnova – PR contou com o recurso total de R$ 22,5 milhões, sendo R$ 15 milhões providos pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e R$ 7,5 milhões pelo Governo do Estado do Paraná por meio da Unidade Gestora do Fundo Paraná (UGF) vinculada à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

“Estamos fazendo todos os contatos necessários para que a segunda edição do programa Tecnova seja viabilizada. O Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia já disponibilizou o recurso para a continuidade desta iniciativa, estamos no aguardo do aporte do governo federal e estamos confiantes que conseguiremos. O Paraná é destaque no investimento em ciência, tecnologia, inovação e no ensino superior, por isso precisamos incentivar cada vez a criação e manutenção de programas como o Tecnova”, informou o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes.

O Tecnova, tem como objetivo primordial, o da aproximação do governo e da academia junto ao setor produtivo, fazendo com que o negócio paranaense seja alavancado e a competitividade  estimulada. Todas estas iniciativas geram reflexos positivos na economia estadual e na sociedade paranaense, ampliando a presença e projetando o Estado no contexto nacional e internacional.

“Para a Finep é uma alegria chegar a um estado e identificar uma taxa de acerto mundialmente reconhecida.  Parabenizo ao governo do Estado do Paraná e a todos envolvidos neste programa e reintegro minha posição e consequentemente da Finep de que queremos muito que o programa tenha continuidade, pois além da inovação ser criada a partir de um risco ela só tem efetividade a partir de sua continuidade”, disse o diretor do departamento de programas descentralizados da Finep, Marcelo Nicolas Camargo.

Nos últimos 20 anos, a ciência e a inovação cresceram rapidamente. O Brasil construiu uma forte comunidade científica e uma base empresarial dinâmica. Expandiu e fortaleceu a pós-graduação, criou uma base de infraestrutura, gerou conhecimento de relevo internacional, desconcentrou suas atividades. Com isso, para o Governo do Estado ,tornou-se fundamental apoiar programas como o Tecnova, pois promovem a implantação e evolução da inovação do estado do Paraná.

Esta ação teve como público-alvo as micro e pequenas empresas, caracterizadas como de base tecnológica, tendo um faturamento de até R$ 3,6 milhões em 2012 e com pelo menos seis meses de existência, antes do lançamento da Chamada Pública realizado em outubro de 2013. O valor destinado à subvenção econômica dos projetos variou de R$ 180 a R$ 600 mil reais. Cada empresa pôde submeter um projeto de inovação tecnológica relacionado a um dos temas prioritários previamente definidos pela FINEP e pelas diretrizes do Conselho de Ciência e Tecnologia do Paraná (CCT), mediante a contrapartida mínima financeira das empresas variando entre 5% e 10% do valor do projeto.

“O programa constitui uma oportunidade de identificar novas ideias e estimular novos talentos (muitas vezes anônimos) presentes no âmbito das micro e pequenas empresas de base tecnológica. O Paraná foi o Estado que mais recebeu submissões de projetos quando o edital foi aberto – mais de 200 - fato que demonstra o perfil e a capacidade inovadora regional. Das 60 empresas que finalizaram seus projetos, 18 já possuem patentes”, ressaltou o coordenador da Agência Tecnova – PR, Osmar Muzilli.

Na solenidade de abertura, dois empresários apresentaram cases de sucesso: a F123 Consulting, que desenvolveu um software de gestão de relacionamento com clientes para operadores com deficiência visual e a Tecverde Engenharia que elaborou um sistema construtivo Wood Frame (contra incêndios) para residências familiares de até cinco pavimentos.

A F123 Consulting  criou o software F123 Access CRM, que expande a funcionalidade do complemento de navegador web F123 Access para melhorar a acessibilidade do sistema de relacionamento com clientes SuiteCRM. O empresário, empreendedor, ou colaborador cego, pode usar a versão padrão do SuiteCRM já que correções de problemas de acessibilidade são feitos pelo F123 na cópia do código armazenada em seu navegador Mozilla Firefox ou Google Chrome.

Em outras palavras, o F123 Access CRM permite que o usuário com deficiência visual use o CRM sem a necessidade de esperar que os desenvolvedores do sistema arrumem os diversos problemas de acessibilidade da interface do software. Além de melhorar a acessibilidade do SuiteCRM, o F123 Access também permite melhorar a acessibilidade de uma enorme variedade de páginas web, de forma automática, em muitos casos.

“Temos seis milhões de pessoas que possuem baixa visão e 500 mil cegos no Brasil, sendo que nove em cada 10 não têm acesso à educação, todo este panorama fez com que tivéssemos esta ideia que beneficie estas pessoas que acabam não podendo utilizar da tecnologia de forma apropriada. Partimos do princípio de que para grande parte da população, a tecnologia facilita, mas para os deficientes visuais, ela possibilita acessos”, destacou o proprietário da empresa, Fernando Botelho que também é deficiente visual.

Já a empresa Tecverde desenvolveu a tecnologia de unifamiliar para residências multifamiliares de até cinco pavimentos. O desenvolvimento da inovação exigiu repensar a concepção do produto, desenvolver novas soluções de impermeabilização e segurança contra incêndio e um novo processo de montagem para adequar o sistema construtivo. Tais ações permitiram novas soluções de entrepiso, proteção contra incêndio, revestimento de fachada, sistema de cobertura, alimentação de gás e impermeabilização de áreas molhadas e molháveis.

“Com esta tecnologia o aumento da produtividade está três vezes maior e outro fator muito importante neste projeto é a utilização de madeira de reflorestamento, contribuindo desta forma, com a sustentabilidade do estado e do país como um todo. A nossa meta é a construção de prédios usando desta tecnologia em apenas cinco dias e com baixo custo à população”, informou o representante da empresa, José Marcio Fernandes.

Mais informações sobre os produtos desenvolvidos, ações e resultados, acesse o site: http://tecnovapr.com.br/

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.