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08/05/2017

Felipe Lima, bolsista da Fapema, é o grande campeão do Famelab Brasil 2017

“Confesso que quando entrei na competição só me preocupava em melhorar minha oratória, mas, com cada etapa, passei a entender que a real importância do Famelab é divulgar a ciência”, afirmou o mestrando e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Maranhão (Fapema), Felipe Lima Costa, campeão da edição nacional do Famelab 2017. A final da competição ocorreu na noite da última sexta-feira (5), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Maria Zaira Turchi, participou da cerimônia. O evento deste ano, que teve três etapas, foi realizado pelo British Council, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Confap, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Museu do Amanhã.

Na categoria voto popular, a premiada foi a mestranda do programa de pós-graduação em Ecologia de Ecossistemas da Universidade Vila Velha (UVV) e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado do Espírito Santo (Fapes), Lívia Sperandio Caetano. A apresentação dela teve como tema a Bioacumulação. No total, 45 candidatos brasileiros se inscreveram para participarem da competição, 20 deles foram selecionados para a semi-final e, destes, 11 concorreram à final. Felipe Lima vai representar o Brasil no FameLab Internacional que acontecerá no dia 6 de junho dentro da programação do Festival de Ciência de Cheltenham, no Reino Unido.

O FameLab é uma competição que busca reconhecer e dar visibilidade a talentos da ciência em todo mundo. Sem o auxílio de recursos eletrônicos, cientistas, matemáticos e engenheiros tiveram apenas três minutos para apresentar, didaticamente e dinamicamente, a explicação a respeito de algum conteúdo científico. As apresentações são julgadas a partir de três critérios: conteúdo (informação correta e com validação científica), clareza (conexão e harmonia entre as ideias a serem apresentadas) e carisma (não basta ter clareza em apresentar o conteúdo, é preciso que os competidores envolvam o público).

Para que os candidatos selecionados para a final pudessem melhorar suas performances, durante a última semana eles participaram de um workshop exclusivo com o especialista britânico em comunicação científica, ex-apresentador e produtor da rede de televisão britânica BBC, Malcolm Love. Entre os participantes, é unanimidade a opinião de que, independente de terem ou não ganhado a competição, só a oportunidade de participarem do workshop fez todos os esforços serem compensados. “O real prêmio da competição foi a oportunidade de termos participado desse curso, com um profissional extremamente competente que já fez apresentações para um público de 90 milhões de pessoas”, destaca Felipe.

Participaram do júri que selecionou e analisou as apresentações de cada candidato da etapa final da competição, a diretora do Science and Innovation Network do governo britânico na Argentina, Brasil e Chile, Julia Knights; o assessor de comunicação da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Paul Jurgens; o diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Macelo Morales; a diretora de redação da revista Pesquisa Fapesp, Alexandra Ozório de Almeida; e o curador-chefe do Museu do Amanhã, Luiz Alberto Oliveira. O mestre de cerimônias da noite foi o jornalista e youtuber, Iberê Thenório, do canal Manual do Mundo.

Em sua fala, a presidente do Confap, Zaira Turchi, agradeceu a oportunidade da parceria em uma competição tão importante quanto essa, que ajuda a movimentar e a incentivar jovens cientistas a comunicarem mais e melhor a ciência. “No Brasil, precisamos incentivar cada vez mais os cientistas a fazerem essa relação ciência e sociedade. Todos os participantes, independente se estão ou não concorrendo à final, estão de parabéns por se dedicarem a desempenhar esse papel tão importante que é a divulgação científica”, ressalta.

Ela ainda destaca que no Brasil existem muitas pesquisas de qualidade que têm sido aplicadas e gerado inovações. No entanto, ela explica, no País a sociedade ainda não compreende que o investimento em ciência é fundamental para o futuro, para a possibilidade de se construir uma sociedade melhor, mais humana, com mais qualidade de vida. “E tenho certeza que essa iniciativa do Famelab vai gerar muitos outros movimentos no sentido do incentivo à divulgação científica”, finaliza.

Entre as autoridades presentes no evento estavam, o diretor do British Council no Brasil, Martin Dowle; o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Jailson Bittencourt de Andrade; o vice-cônsul geral britânico, Kalada Bruce-Jaja; a gerente da área Científica e de Colaborações em Pesquisa da Fapesp, Glenda Mezarobba; e o diretor de Conteúdo do Museu do Amanhã, Alfredo Tolmasquim.

O vencedor
Atualmente, Felipe Lima é aluno do programa de pós-graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele, que tem orgulho em dizer que é maranhense, é bolsista de mestrado da Fapema e atua na área de Construção Civil, com enfoque em Materiais.

Na apresentação, Felipe discorreu aos presentes, de forma lúdica e divertida, a respeito de uma alternativa sustentável ao concreto. “Vou cada dia mais levantar a bandeira de que nós, cientistas, temos que criar o hábito de divulgar nossos trabalhos para que possamos levar à sociedade a real importância do investimento em pesquisa”, destaca.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do Confap (texto: Núbia Rodrigues).

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